Embelezar


Edição nº 261 - de 25 de Outubro de 2023 a 31 de DEZembro de 2023

Olá Leitoras! Olá Leitores!

Para se ter um corpo belo, tem que se ter cuidados contínuos com o corpo e a mente

Muitos são os homens, alguns de meia ou de terceira idade, se exercitam em parques e até mesmo nas calçadas das ruas, ali diante do trânsito e de transeuntes passam em marcha de corrida...

Sem dúvida é um excelente hábito e pode contribuir para melhor qualidade de vida com mais saúde.

Um dos fatores da longevidade está nesta corrida/marcha diária, para melhorar em tudo na vida...

Sem dúvida é algo inspirador ver pessoas idosas se exercitando junto com as jovens, numa integração camarada e de mútuos apoios.

Hoje o jovem será o idoso do amanhã, e, hoje este idoso foi o jovem do passado. Correr é viver mais também, além de estimular uma melhor qualidade de vida cotidiana...

A SEGUIR VÁRIOS LINKS DE LEITURAS QUE PODERÃO CONTRIBUIR PARA A SUA PERFORMANCE FÍSICA:

(*) Professora mestra em “Lideranças, Direitos Humanos, e, Comunicação Social. Participante em Beijing/China da Conferência Mundial da Mulher” / ONU/1995. Possui registro de todas as suas marcas no INPI e em domínios etc.

Autora com registros em arquivos também na Library Off Congress/EUA, e, também arquivados na Biblioteca Nacional/RJ dentre outras. Formada pela ADESG/SP (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) no 36º Ciclo DE POLÍTICAS ESTRATÉGIAS, em 1994. Além de outras formações acadêmicas, é formada em 6/seis Pós-graduações em 6 áreas de comunicação social. E, se destaca em MESTRADO DE LIDERANÇA, com a dissertação intitulada: LIDERANÇAS, DIREITOS HUMANOS E COMUNICAÇÃO SOCIAL.

E no pós-graduação em Política Internacional: “DIREITOS INTERNACIONAIS DAS MULHERES E COMUNICAÇÃO SOCIAL” etc.

E, por bolsa de estudos concedida PELA OMPI / ONU – GENEBRA/SUIÇA, obteve a formação com o TÍTULO DE ESPECIALISTA EM DIREITOS AUTORAIS E MARCÁRIOS, dentre outros aspectos legais, e, paralegais (áreas de combate a concorrência desleal e parasitismo, pirataria etc.)... Também participou de eventos em MONTREAL/CANADÁ, em LOS ANGELES/EUA... e em BEIJING/CHINA. Além de países latino-americanos, e estados brasileiros.

PARA ATUAR NO BRASIL E EXTERIOR: Dentre outras dezenas de formações profissionais, possui ativismo internacional em áreas sociais, e direitos humanos.

ATENÇÃO: Ninguém está autorizado ao - USO DAS MARCAS ou de DOMÍNIOS - e em quaisquer outros tipos de mídia.

USOS INDEVIDOS são crimes de concorrência desleal e pirataria, portanto, estão suscetíveis as penas de todas as leis contra plágio, parasitismo etc. COM INDENIZAÇÃO FINANCEIRA OBRIGATÓRIA ALÉM DAS PENAS DAS LEIS. AVISE-NOS, E, INDIQUE PARA NÓS QUEM ABUSA DE NOSSOS DIREITOS AUTORAIS E DE MARCAS.

Desde já agradecemos, e se tudo estiver correto em sua informação, faremos entrevista gratuita com você!

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TV Embelezar

Entrevista com a psicóloga Sandra Regina Schewinsky


Perfil da psicóloga Sandra Regina Schewinsky

Sandra Regina Schewinsky

CONTATO:

E-mail: srschewinsky@hotmail.com

Facebook: Neuropsicologia Sandra Schewinsky

WhatsApp: (11) 99105-2310

OBS.: Respeitamos a Liberdade de Expressão de todas as pessoas. As opiniões aqui expressas NÃO refletem as da TV EMBELEZAR, sendo estas de total responsabilidade das pessoas aqui entrevistadas..


Rádio Embelezar

Entrevista com a Pedagoga Maria Aparecida Martins Gonçalves Santos

Maria Aparecida Martins Gonçalves Santos
Foto: Arquivo Pessoal

Perfil da Pedagoga Maria Aparecida Martins Gonçalves Santos

Maria Aparecida Martins Gonçalves Santos

Maria Aparecida Martins Gonçalves Santos, nascida em 22 de fevereiro de 1966, filha de Jair Augusto Gonçalves, única mulher de 9 irmãos, desde muito cedo, se mostrou competente e apta ao magistério.

Com 18 anos ingressou em sua caminhada, que a partir dali, firmaria um relacionamento leal e sincero com a educação, em 1998, o passo final que lhe traria mais frutos começou a ser executado, a licenciatura em pedagogia, que abriram portas e possibilidades inesgotáveis.

Dentro desse processo de estudos, foram concebidos 2 filhos, o que traria, ao contrário do que muitos pensariam, mais gana e foco. Em 2003, com a conclusão da graduação, e todos os obstáculos, sociais, parentais e étnicos, lhe fizeram uma grande e renomada pedagoga, ministrando suas aulas na zona leste de São Paulo.

Ao abraçar cada uma daquelas crianças carentes, não só de saúde, educação e afins, mais também de carinho, tudo lhe foi retribuído, obtendo respeito e admiração, mais de todo corpo docente, por onde passou. Os caminhos de uma educadora no país onde vivemos não é fácil, e com o conceito que a cada dia lhe foi proporcionado, também houveram espinhos, contestações, sobre o poder de suas aulas, pelo fato de ser querida por todos e ocupar espaços importantes, como por exemplo, ministrar aulas para crianças especiais, das quais obtiveram melhoras comprovadas e significativas em seus déficits, proporcionando cultura e lazer, em excursões socioeducativas e também de diversão, ao extinto Play Center. Por cada um desses motivos, alguns diretores, supervisores, não entendiam tamanha era a autonomia que ela obteve com seus alunos e outros docentes, resolvendo problemas, que para eles não tinha soluções.

"Sobre as questões de preconceito, eu já sofri, não passei isenta, porém sei da minha origem e de tudo que carreguei para chegar até onde eu cheguei, me chatearam, porém nunca me abalaram" disse a pedagoga.

Todo guerreiro merece descanso, e após 30 anos passando conhecimento e empatia para mais de 500 alunos, em 2016, recebeu sua aposentadoria. Sem dúvidas, a sorte é de quem segue tendo seus ensinamentos e virtudes diariamente.

EDUCAÇÃO

Colégio Técnico Bartuíra

Habilitação para Magistério

Início: 01/1983

Conclusão: 12/1987

Universidade Cruzeiro do Sul

Pedagogia

Início: 01/1998

Conclusão: 12/2003

CURSOS EXTRACURRICULARES

Contatos:

Telefone: (11) 99521-0673

OBS.: Respeitamos a Liberdade de Expressão de todas as pessoas. As opiniões aqui expressas NÃO refletem as da RÁDIO EMBELEZAR, sendo estas de total responsabilidade das pessoas aqui entrevistadas..

Cardiologista do HCor alerta: cigarro é um dos maiores causadores de doenças cardiovasculares

Os mais de 4.700 substâncias tóxicas existentes no cigarro são extremamente prejudiciais à saúde. O consumo do tabaco está associado a 30% das mortes por câncer, sendo mais de 90% deles de pulmão, 25% dos casos de infarto agudo do miocárdio e quase metade dos derrames cerebrais

O tabagismo custa à economia global mais de 1 trilhão de dólares por ano e matará um terço a mais de pessoas até 2030 do que agora. Os dados fazem parte de um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicado neste mês. O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões para 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda.

No HCor (Hospital do Coração), de 54 pacientes infartados e fumantes que internaram no período de janeiro a abril deste ano, 35% ainda permanecem fumando – mesmo sabendo que o cigarro pode ajudar em uma recidiva da doença, além de gerar acometimentos mais graves. E por que uma pessoa com uma doença instalada tem dificuldade em ficar sem fumar após o evento? Neste caso, entram questões emocionais mais fortes, e faz com que estes pacientes permaneçam fumando.

O cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo e chega a reduzir a expectativa de vida em 20 anos. E para auxiliar as pessoas a deixarem o cigarro e parar de fumar, o HCor (Hospital do Coração), possui o Programa Vida Sem Cigarro, um serviço que, em sua maior parte, é realizado por meio de consultas online – ideal para quem tem dificuldade de deslocamento ou para aqueles que viajam com frequência.

Como o cigarro afeta o coração?

Se não bastasse os estragos aos pulmões e a estreita relação com o aparecimento de câncer, o tabagismo também figura entre os vilões quando o assunto é doenças cardiovasculares. O cigarro é um dos maiores agressores do endotélio – aquela parede de células que recobre os vasos sanguíneos. “Essa ação interfere com a produção de uma substância protetora conhecida como óxido nítrico e faz como que as artérias fiquem mais vulneráveis ao acúmulo de gordura. Há também uma interferência no mecanismo de contração e relaxamento, o que resulta numa maior dificuldade para o sangue circular”, explica Dr. Abrão Cury, cardiologista do HCor.

A nicotina, substância encontrada no produto, é exercida pelos sistemas simpáticos e parassimpáticos e, quando a adrenalina é liberada, influencia na redução de consumo de oxigênio, e faz com que o corpo passe a absorver mais colesterol. “A fumaça do cigarro contrai os vasos capilares dos pés e das pernas e, um único cigarro, já é suficiente para contrair todos os vasos sanguíneos do corpo. A cada tragada, ocorre um endurecimento das artérias do fumante, fazendo com que o coração trabalhe mais intensamente”, diz o cardiologista do HCor.

Quer reduzir as chances de ter um infarto? Então chegou a hora de parar de fumar!

Qualquer tipo de tabaco pode estimular a produção de novas placas nas artérias e piorar a aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes das artérias). “Os homens fumantes têm três vezes mais chances de ter um infarto, se comparado aos homens não fumantes. Nas mulheres, esse risco é ainda maior. E não só os fumantes que têm mais chances de sofrer um infarto. O fumante passivo tem aproximadamente 30% a mais de risco do que uma pessoa que não se expõe a fumaça do cigarro”, alerta.

Para o cardiologista, a única forma de reduzir as chances de ter um infarto é parar de fumar. “É importante lembrar que optar por cigarros com baixo teor de alcatrão e nicotina não significa diminuição do risco de infarto. Para facilitar o processo de parar de fumar, há opções de medicamentos no mercado, além de adesivos de nicotina e outros métodos. Mas acima de tudo, o bom resultado vai depender da determinação e força de vontade do fumante”, aconselha Dr. Abrão Cury.

INCA adverte sobre os riscos do tabagismo para o coração: a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o tema “Tabaco e Doença Cardíaca” para celebrar o Dia Mundial Sem Tabaco. A campanha alerta para a ligação entre tabaco e doenças cardiovasculares, incluindo acidentes vasculares cerebrais que, combinados, são as principais causas de morte do mundo (17,7 milhões de pessoas por ano). De acordo com a OMS, 7 milhões de pessoas morrem anualmente pelo tabagismo. Destas, 900 mil são vítimas de fumo passivo.

Com o slogan “Com o coração não se brinca. Faça a melhor escolha para a sua vida: não fume!”, a campanha tem o objetivo de alertar a população brasileira quanto aos danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco, visto que o uso do tabaco é uma das principais causas de infarto, angina e acidente vascular cerebral (AVC).

Segundo a psicóloga Silvia Cury Ismael, os jovens começam a fumar na idade de 10 a 15 anos e, muitas vezes, por influência dos pais (meninos) e por questões emocionais (meninas). A ligação emocional com o cigarro é mais forte nas mulheres do que nos homens – daí uma dificuldade maior em parar de fumar no sexo feminino. “O narguilé entre jovens têm sido um grande vilão por causar dependência, e ser um passo para outras drogas além do cigarro”, pontua Silvia.

Programa Vida Sem Cigarro HCor

O programa online tem início entre a primeira e a última avaliação presencial realizada pelo médico, psicólogo e, se necessário, por um nutricionista. “A maior parte do programa é realizada a distância e prioriza o bem-estar de cada paciente, com a finalidade de superar as dificuldades e prestar o apoio necessário quando houver recaídas”, esclarece a coordenadora.

De acordo com a gerente do Serviço de Psicologia do HCor, Silvia Cury Ismael e coordenadora do Programa, o projeto consiste em sessões de 30 minutos, com o objetivo de orientar o processo de parar de fumar cigarro cessação do cigarro, além de entrega de material de apoio. “Ele é fácil de usar e pode ser utilizado por meio de dispositivo instalado no computador, tablet e celular”, explica Silvia.

Consultas presenciais: equipe multidisciplinar (psicólogo, médico e nutricionista, se for necessário), especializada de tabagismo para avaliação e reavaliação do paciente, bem como a orientação para melhor dinâmica do programa.

Consultas online: acompanhamento a distância com psicólogo por vídeo consulta com o objetivo de orientar, apoiar dificuldades e prevenir recaídas.

Para conhecer o programa e se cadastrar, basta acessar o site http://www.vidasemcigarro.com.br ou entrar em contato com o Núcleo de Atendimento Psicológico do HCor pelo telefone (11) 3053-6611 ramais: 7600 ou 7610 ou por e-mail: vidassemcigarro@hcor.com.br

Controle do Fumo do HCor

O Programa de Controle do Fumo do HCor mantém uma equipe de psicólogos e médicos de diferentes especialidades que oferece um tratamento com duração de nove sessões individuais distribuídas em três meses de acompanhamento. Ao longo do tratamento, os fumantes são medicados, de acordo com as suas respectivas necessidades, e acompanhados por terapia psicológica com o objetivo de tratar a dependência física e emocional do cigarro.

Agende sua Consulta

(Fonte: https://www.hcor.com.br/imprensa/noticias/cardiologista-do-hcor-alerta-cigarro-e-um-dos-maiores-causadores-de-doencas-cardiovasculares/, data de acesso: 02/12/2023)

“Comunidades Liderando”: 01/12 - Dia Mundial da AIDS

O Dia Mundial da Aids é uma oportunidade para refletir sobre os progressos alcançados, aumentar a consciencialização sobre os desafios que permanecem para alcançar os objetivos de acabar com a Aids até 2030 e mobilizar todas as partes interessadas para redobrarem conjuntamente os esforços a fim de garantir o sucesso da resposta ao HIV.

Em 2023, a data é mais do que uma celebração das conquistas das comunidades: é um apelo à ação para capacitá-las e apoiá-las nos seus papéis de liderança. Comunidades conectam os serviços de saúde pública com as pessoas, colocando-as no centro da resposta, constroem confiança, inovam, monitoram a implementação de políticas e serviços, e responsabilizam os setores provedores.

Mas, por diversos fatores, as comunidades estão sendo impedidas em sua liderança. Falta de financiamento, obstáculos políticos e regulatórios, limitações de capacidade e repressão à sociedade civil e aos direitos humanos de comunidades marginalizadas obstruem o progresso dos serviços de prevenção e tratamento do HIV, são alguns desses fatores.

Com o fim desses obstáculos as organizações lideradas pela comunidade podem dar ainda mais ímpeto à resposta global ao HIV, avançando no progresso em direção ao fim da aids.

Na região da América Latina e Caribe (ALC), cerca de 2,5 milhões de pessoas vivem com o HIV. Em 2022, aproximadamente 130.000 pessoas adquiriram o vírus e 33.000 perderam a vida por causas relacionadas à aids. O número de novas infecções entre populações-chave (homens gays e bissexuais, homens que fazem sexo com homens, trabalhadores sexuais, pessoas trans, usuários de drogas e pessoas em prisões) é significativamente maior do que na população em geral.

Indicadores do Ministério da Saúde demonstram que de 1980 a junho de 2022, foram identificados 1.088.536 casos de aids no Brasil. O país tem registrado, anualmente, uma média de 36,4 mil novos casos nos últimos cinco anos.

Desde o início da epidemia de aids, em 1980, até 31 de dezembro de 2021, foram notificados 371.744 óbitos tendo o HIV/aids como causa básica, no país.

Informações divulgadas em apresentação do boletim epidemiológico sobre HIV/aids, em 30/11, véspera do Dia Mundial da Aids, reforçam a necessidade de considerar os determinantes sociais para respostas efetivas à infecção e à doença, além de incluir populações chave e prioritárias esquecidas pelas políticas públicas nos últimos anos.

Para 2023, a pasta lançou na TV aberta, nas redes sociais e em locais de grande circulação de pessoas em todo país a campanha de conscientização com o tema “Existem vários jeitos de amar e vários de se proteger do HIV”, reiterando a importância do cuidado.

Aids é a doença causada pela infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV na sigla em inglês). Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. O vírus é capaz de alterar o DNA dessas células e fazer cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

A transmissão do HIV e, por consequência, da aids, acontece das seguintes formas:

– Sexo vaginal sem camisinha;

– Sexo anal sem camisinha;

– Sexo oral sem camisinha;

– Uso de seringa por mais de uma pessoa;

– Transfusão de sangue contaminado;

– Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, o parto e a amamentação;

– Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

Sintomas:

Na primeira fase, chamada de infecção aguda, ocorre a incubação do HIV – tempo que decorre entre a exposição ao vírus até o surgimento dos sinais da doença. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida.

A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns.

Os sintomas que comumente aparecem nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids.

Quem chega a essa fase, por não saber da sua infecção ou por não seguir o tratamento indicado pela equipe de saúde, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

Diagnóstico:

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou fluido oral. Estão disponíveis os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Esses testes são realizados gratuitamente pelo SUS, nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Tratamento:

Todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm direito a iniciar o tratamento com antirretrovirais imediatamente e, assim, poupar o seu sistema imunológico. Esses medicamentos impedem que o vírus se replique dentro das células T-CD4+ e evitam, assim, que a imunidade diminua e que a aids se instale.

Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 e atuam para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Eles ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico e seu uso regular é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV, reduzindo o número de internações e infecções por doenças oportunistas.

No Brasil, desde 1996, o SUS distribui gratuitamente os medicamentos para tratar HIV/aids.

Prevenção:

A melhor técnica de evitar a infecção pelo HIV e a aids é a prevenção combinada, que consiste no uso simultâneo de diferentes abordagens, aplicadas em diversos níveis para responder às necessidades específicas de determinados segmentos populacionais e das diferentes formas de transmissão do vírus.

Por isso, se alguém passar por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, deve fazer o teste de HIV. Caso a exposição sexual de risco tenha acontecido há menos de 72 horas, a pessoa deve informar-se junto ao serviço de saúde sobre a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP).

A prevenção combinada baseia-se em:

Intervenções biomédicas: ações voltadas à redução do risco de exposição, mediante intervenção na interação entre o HIV e a pessoa passível de infecção. Essas estratégias podem ser divididas em dois grupos: intervenções biomédicas clássicas, que empregam métodos de barreira física ao vírus, já largamente utilizados no Brasil; e intervenções biomédicas baseadas no uso de antirretrovirais (ARV).

Como exemplo do primeiro grupo, tem-se a distribuição de preservativos masculinos e femininos e de gel lubrificante. Os exemplos do segundo grupo incluem o Tratamento para Todas as Pessoas – TTP, a Profilaxia Pós-Exposição – PEP e a Profilaxia Pré-Exposição – PrEP.

Intervenções comportamentais: ações que contribuem para o aumento da informação e da percepção do risco de exposição ao HIV e para sua consequente redução, mediante incentivos às mudanças de comportamento da pessoa e da comunidade ou grupo social em que ela está inserida.

Como exemplos, podem ser citados: incentivo ao uso de preservativos masculinos e femininos, aconselhamento sobre HIV/aids e outras ISTs, incentivo à testagem, adesão às intervenções biomédicas, vinculação e retenção nos serviços de saúde, redução de danos para as pessoas que usam álcool e outras drogas e estratégias de comunicação e educação entre pares.

Intervenções estruturais: ações voltadas aos fatores e condições socioculturais que influenciam diretamente a vulnerabilidade de indivíduos ou grupos sociais específicos ao HIV, envolvendo preconceito, estigma, discriminação ou qualquer outra forma de alienação dos direitos e garantias fundamentais à dignidade humana.

Podem ser enumerados como exemplos: ações de enfrentamento ao racismo, sexismo, LGBTfobia e demais preconceitos, promoção e defesa dos direitos humanos, campanhas educativas e de conscientização.

Fontes:

Governo do Estado de São Paulo

Ministério da Saúde

Organização das Nações Unidas para a Aids (UNAIDS): Brasil

Organização Mundial da Saúde (OMS)

Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS)

(Fonte: https://brazil.iom.int/pt-br/news/oim-celebra-o-dia-internacional-dos-migrantes-2021-em-diversas-cidades-do-brasil e https://bvsms.saude.gov.br/comunidades-liderando-01-12-dia-mundial-da-aids/, data de acesso: 02/12/2023)

Negros sofrem mais com doenças crônicas e adversidades na vida explicam parte desse adoecimento

Diabete, hipertensão, doença renal crônica, obesidade, transtornos mentais. Estes são alguns dos problemas de saúde mais frequentes entre a população negra (pardos e pretos em conjunto), em comparação à população branca. Esse adoecimento não ocorre de forma isolada, negros também convivem mais frequentemente com a multimorbidade, situação em que várias doenças crônicas ocorrem simultaneamente. As mais adoecidas são as mulheres negras, enquanto seus pares, homens negros, são os que morrem mais.

Essas são algumas das evidências produzidas ao longo de 15 anos do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa-Brasil) e que podem ser conferidas na edição especial do Boletim Elsa-Brasil para o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

O Elsa-Brasil é um grande estudo de corte que acompanha desde 2008 a saúde de mais de 15 mil adultos e idosos em seis capitais brasileiras para gerar conhecimento científico sobre doenças crônicas no País. O Elsa é conduzido por pesquisadores (as) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade de São Paulo (USP) e das Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG), do Espírito Santo (Ufes), da Bahia (UFBA) e do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Reconhecendo o racismo como uma das causas fundamentais das desigualdades em saúde, as pesquisas do Elsa-Brasil têm atuado em demonstrar como alguns grupos populacionais estão enfrentando maiores desafios para envelhecer com mais saúde.

Os resultados revelam que, quando iniciaram o acompanhamento no Elsa, entre os anos de 2008 e 2010, para cada pessoa branca convivendo com seis ou mais condições crônicas, havia aproximadamente 13 pessoas pardas e 15 pessoas pretas na mesma situação. Pretos eram os mais adoecidos para hipertensão (48%), diabete (27%), doença renal crônica (11%) e quase um terço desse grupo eram pessoas com obesidade. Pardos estavam logo na sequência, com 23% do grupo com hipertensão, 20% com diabete, 9% com doença renal e 23% com obesidade, mas descobriu-se que as mulheres pretas eram as que estavam mais adoecidas por múltiplas condições no início do estudo.

Todas essas adversidades ao longo da vida podem promover instabilidade fisiológica, demandando uma resposta complexa de sistemas adaptativos do corpo e, potencialmente, levando ao adoecimento por múltiplas doenças.

Compreender melhor as desigualdades raciais na saúde e seus impactos é fundamental para a busca de soluções de forma intersetorial, pois não é apenas um problema de saúde pública, para garantir um futuro mais saudável para todos. A Saúde Coletiva já adverte há algum tempo e as pesquisas do Elsa-Brasil corroboram: não basta enfrentar apenas aspectos no nível individual (como comportamentos de risco à saúde), é preciso enfrentar causas sociais fundamentais das desigualdades, promovendo mudanças significativas na direção de uma sociedade mais justa e equitativa.

Confira o boletim do Elsa-Brasil

Fonte: Jornal da USP

(Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/negros-sofrem-mais-com-doencas-cronicas-e-adversidades-na-vida-explicam-parte-desse-adoecimento/, data de acesso: 02/12/2023)

25/11 - Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue

O Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue é comemorado em 25 de novembro, aniversário de fundação da Associação Brasileira de Doadores Voluntários de Sangue, motivo pelo qual o Decreto nº 53.988/1964 instituiu a data para homenagear e agradecer o ato de solidariedade das pessoas que doam sangue, além de sensibilizar a população para a importância da doação.

O mês de novembro precede um período de estoques baixos nos bancos de sangue, devido à proximidade das férias, das comemorações de fim de ano, carnaval e outros feriados prolongados, o que torna esse mês especialmente importante para promover a conscientização a respeito da necessidade de doar sangue.

A doação de sangue é o processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou hemocentro, para uso subsequente em transfusões de sangue.

O sangue é um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio a cada parte do corpo, defender o organismo contra infecções e participar na coagulação. Não existe nada que o substitua.

Uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e em uma doação são coletados no máximo 450ml de sangue, quantidade que não afeta a saúde do doador e com recuperação imediata.

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (hemácias, plaquetas e plasma) e assim pode beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os hospitais e utilizados em tratamentos e intervenções urgentes para pacientes que sofrem de condições com risco de morte, além de apoiar procedimentos médicos e cirúrgicos complexos. O sangue também é vital para tratar feridos durante emergências de todos os tipos (desastres naturais, acidentes, conflitos armados etc.) e tem um papel essencial nos cuidados maternos e neonatais.

Pessoas entre 16 e 69 anos e que tenham mais de 50 kg de peso podem ser doadoras. É preciso apresentar documento oficial com foto e consentimento formal dos responsáveis, no caso de menores de 18 anos. Além disso, é preciso seguir alguns requisitos importantes, como estar com um bom quadro geral de saúde, ter dormido ao menos 6 horas no dia anterior e estar alimentado, evitando alimentos gordurosos ao menos 3 horas antes.

Algumas situações representam um impedimento temporário para a doação de sangue. Entre elas:

– A realização de tatuagem ou piercings;

– Gestação e amamentação;

– Gripes, resfriados e outras doenças leves.

Há, ainda, problemas de saúde considerados impedimentos definitivos para a doação de sangue por portadores de malária, doença de Chagas, sífilis e outras doenças transmissíveis pelo sangue, como o HIV e as hepatites.

Recomendações para o dia da doação:

– Não doar sangue em jejum;

– Fazer um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação;

– Não tomar bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;

– Não fumar por pelo menos 2 horas antes da doação;

– Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas antes da doação;

– As pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, sobem em andaimes e praticam paraquedismo ou mergulho, devem interromper estas atividades por 12 horas antes da doação.

Fontes:

Fundação Hemocentro de Brasília

Hemocentro de Mato Grosso do Sul (Hemosul)

Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz)

Ministério da Saúde

(Fonte: https://brazil.iom.int/pt-br/news/oim-celebra-o-dia-internacional-dos-migrantes-2021-em-diversas-cidades-do-brasil, data de acesso: 02/12/2023)

Ministério da Saúde anuncia aplicativo para incentivar doação voluntária de sangue

Em campanha nas redes sociais, pasta reforça a importância de manter os estoques de sangue abastecidos, especialmente no período de férias e festas de fim de ano. Cada doação pode ajudar a salvar até 4 vidas

Para valorizar a doação voluntária de sangue, facilitar a captação de doares e conscientizar a população sobre a importância de manter os estoques de sangue em níveis seguros, o Ministério da Saúde anunciou, no Dia Nacional do Doador de Sangue (25/11), o miniapp Hemovida. A plataforma está integrada ao ConecteSUS e possibilita, entre outras funcionalidades, que o cidadão localize facilmente a rede saúde mais próxima e baixe a carteira do doador, onde consta o tipo sanguíneo e a data da última doação. A ferramenta está disponível para download nas principais lojas de aplicativos desde o dia 27/11.

Os instrumentos digitais reforçam o papel do cidadão como protagonista da sua saúde, defende a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad. “O aplicativo Hemovida estimula a doação de sangue voluntária, um ato de amor que salva vidas”, reforça.

A plataforma é gratuita e tem potencial de ser uma ponte entre os hemocentros da rede pública de saúde e os possíveis doadores. O aplicativo desempenha um importante papel na disseminação de informações sobre a doação de sangue e campanhas em andamento. Entre as funcionalidades, estão:

Carteira do Doador: Carteirinha virtual com informações de saúde, tipo sanguíneo e a data da última doação. Fornece um registro pessoal e útil em situações de emergência;

Minhas Doações: Histórico completo de doações, incluindo as realizadas, canceladas e agendadas. Há opção de fazer auto declaração de doação de sangue para manter um registro do compromisso com a causa;

Serviços: Localização da rede de saúde mais próxima, possibilitando identificar onde doar e receber informações sobre os serviços disponíveis em cada unidade;

Convidar Amigos: Promoção da doação de sangue entre amigos e familiares, permitindo compartilhar experiências nas redes sociais e incentivar outras pessoas a se tornarem doadoras;

Regras para Doar Sangue: Informações detalhadas sobre como e quem pode doar, bem como os cuidados necessários no dia da doação. Garante que os doadores estejam bem-informados e preparados;

Campanhas: Alertas sobre campanhas regionais e nacionais de doação de sangue, permitindo que as pessoas se envolvam em iniciativas de manutenção dos estoques de sangue nos níveis adequados;

Avaliar Doação: Perspectiva sobre a experiência de doação, avaliação do estabelecimento, dos profissionais e satisfação geral. Contribui para a melhoria contínua do processo de doação.

Interessados em se cadastrar no ConecteSUS Cidadão devem efetuar o download do aplicativo nas lojas Android ou iOS, ou por meio do site do ConecteSus. O login no app é feito pelo acesso único do Governo Federal (gov.br).

Doação de sangue

A doação é 100% voluntária, um ato de amor solidário que pode fazer a diferença na vida de quem precisa. O sangue doado é utilizado nos atendimentos de urgências, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doença falciforme e talassemias, por exemplo, além de doenças oncológicas variadas que frequentemente necessitam de transfusão.

Aproximadamente 1,4% da população brasileira doa sangue, o que representa 14 pessoas a cada mil habitantes. Embora o percentual esteja dentro dos parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde trabalha constantemente para aumentar esse índice, conscientizando a população da importância desse gesto na saúde coletiva.

As taxas de doação de sangue no Brasil cresceram em 2023. Entre janeiro e setembro de 2022 foram coletadas 2.340.048 bolsas de sangue (com 450 a 500mL cada). Este ano, no mesmo período, a coleta ficou em 2.452.425, o que representa aumento de 112.377 bolsas. Cada doação pode ajudar a salvar até 4 vidas.

Além da utilização nos procedimentos hospitalares, o sangue doado também pode ser transferido pelos bancos de sangue para a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) produzir hemoderivados, que são fornecidos gratuitamente pelo SUS à população que necessita.

O Ministério da Saúde acompanha diariamente o quantitativo de bolsas de sangue em estoque nos hemocentros estaduais, como estratégia para evitar um possível desabastecimento. “Caso necessário, o Plano Nacional de Contingência do Sangue pode ser acionado, possibilitando o remanejamento de bolsas de sangue de outras unidades da federação para aquelas com alguma dificuldade”, explica a coordenadora geral de Sangue e Hemoderivados, Joyce Aragão.

Quem pode doar?

No Brasil, pessoas de 16 a 69 anos podem doar sangue. Para os menores (entre 16 e 18 anos), é necessário o consentimento dos responsáveis. Entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. É preciso pesar no mínimo 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum. No dia da doação, é imprescindível levar documento de identidade com foto.

A frequência máxima admitida é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo entre doações deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

O aplicativo Hemovida está disponível na Google Play ou na App Store

Fonte:

Ministério da Saúde

(Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/ministerio-da-saude-anuncia-aplicativo-para-incentivar-doacao-voluntaria-de-sangue/, data de acesso: 02/12/2023)

Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/AIDS e Outras Infecções Sexualmente Transmissíveis

Dezembro Vermelho é uma campanha educativa instituída no Brasil pela Lei nº 13.504/2017.

Constitui-se em um conjunto de atividades relacionadas ao enfrentamento ao HIV/aids e às demais Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), de modo integrado em toda a administração pública, em parceria com a sociedade civil organizada e organismos internacionais.

As ações objetivam, ainda, chamar a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.

Além da aids/HIV, o movimento também visa conscientizar a população a respeito das ISTs, doenças causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos, transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de preservativo masculino ou feminino, com uma pessoa que esteja infectada.

A transmissão de uma IST pode ocorrer, também, verticalmente, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação, quando medidas de prevenção não são realizadas. De maneira menos comum, também podem ser transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções corporais contaminadas.

As ISTs podem se manifestar por meio de feridas, corrimento e verrugas anogenitais, entre outros possíveis sintomas, como dor pélvica, ardência ao urinar, lesões de pele e aumento de ínguas. Aparecem, principalmente, no órgão genital, mas podem surgir em outras partes do corpo, como palmas das mãos, olhos e língua.

Herpes genital, sífilis, gonorreia, tricomoníase, infecção pelo HIV, infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), hepatites virais B e C, infecção pelo vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV), são alguns tipos de ISTs.

O tratamento das pessoas acometidas melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento, o diagnóstico e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

Prevenção:

É importante observar o próprio corpo durante a higiene pessoal – isso pode ajudar a identificar uma IST no estágio inicial – e procurar o serviço de saúde ao perceber qualquer sinal ou sintoma.

O uso do preservativo, masculino ou feminino, em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais) é o meio mais eficaz para evitar a transmissão das ISTs, do HIV/aids e das hepatites virais B e C.

Existem vários métodos anticoncepcionais, no entanto, o único que pode evitar a gravidez e também prevenir as ISTs é a camisinha (masculina ou feminina). Orienta-se que, sempre que possível, realizar a dupla proteção: uso da camisinha e de outro método anticonceptivo de escolha.

Importância do Sexo Seguro:

Geralmente, o termo “sexo seguro” é associado ao uso exclusivo de preservativos. Por mais que essa seja uma estratégia fundamental a ser sempre estimulada, possui limitações. Assim, outras medidas de prevenção são importantes e complementares para uma prática sexual segura, como as apresentadas a seguir:

– Usar preservativos;

– Imunizar-se para hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e HPV;

– Discutir com parceiro (a) sobre a testagem para HIV e outras ISTs;

– Testar-se regularmente para HIV e outras ISTs;

– Tratar todas as pessoas vivendo com HIV;

– Realizar exame preventivo de câncer de colo do útero (Papanicolau);

– Realizar Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), quando indicado;

– Realizar Profilaxia Pós-Exposição (PEP), quando indicado;

– Conhecer e ter acesso à anticoncepção e concepção.

Saiba mais sobre ISTs e HIV/aids!

Fontes:

Ministério da Saúde

Ministério da Saúde 2

Secretaria de Saúde de Bayeux (PB)

Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (AL)

(Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/campanha-nacional-de-prevencao-ao-hiv-aids-e-outras-infeccoes-sexualmente-transmissiveis/, data de acesso: 02/12/2023)

Novembro Azul combate câncer de próstata

Postado em 16 de novembro de 2022

Depois do Outubro Rosa, que faz um alerta para as mulheres acerca da importância da prevenção contra o câncer de mama, agora é a vez dos homens. A saúde masculina entra em um foco especial, neste mês, por conta da campanha Novembro Azul, impulsionada pela parceria entre a Sociedade Brasileira de Urologia e o Instituto Lado a Lado pela Vida, com o apoio de instituições públicas e privadas.

O movimento é comemorado em todo o mundo e foi iniciado na Austrália, em 2003, com a denominação Movember, união das palavras “moustache” (bigode) e “november” (novembro), ambas em inglês.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros. Entre 2018 e 2019, foram cerca de 42 homens morrendo por dia em decorrência da doença e aproximadamente 3 milhões convivendo com ela. As maiores vítimas são homens a partir dos 55 anos, além da presença da disfunção pelo grau de hereditariedade.

O objetivo do Novembro Azul

Um dos objetivos do movimento na luta contra o câncer de próstata é desmistificar a doença, dar um basta no preconceito e incentivar os homens a cuidarem melhor da saúde.

A campanha visa ainda chamar a atenção para a importância dos cuidados preventivos, principalmente para o exame de toque, ainda hoje um símbolo de resistência a ser quebrada.

O Alcance do Novembro Azul

Diversas ações serão realizadas no decorrer do mês, a fim de chamar a atenção para a campanha, com pontos turísticos de diversas cidades sendo iluminados de azul, assim como os locais mais frequentados pelo público feminino, como os estádios de futebol.

Com o objetivo de alcançar o maior número de homens, as ações são promovidas em espaços específicos. Aderindo o movimento ao dia a dia do indivíduo, a missão visa combater os casos e orientar a população masculina a cuidar melhor da saúde e entrar para o calendário nacional de prevenção.

Histórias inspiradoras

O hospital Alemão Oswaldo Cruz criou a campanha #ConhecerParaVencer, nela eles produziram relatos de homens e famílias que passaram pelo câncer de próstata. Com momentos de amor, atenção e cuidados nas histórias a cima.

Prevenção e Preconceito

Como a principal forma de prevenção é realizando exames de rotina, a recomendação é que os homens façam o exame de sangue PSA, que mede a dosagem do antígeno prostático específico, ingrediente do sêmen produzido pela próstata. Se houver alguma alteração, o passo seguinte é a realização do procedimento de toque.

Apesar do bloqueio, alimentado e estigmatizado pelo preconceito, é preciso entender que tal procedimento é fundamental na prevenção do câncer de próstata. É rápido, durando menos de 15 segundos, e praticamente indolor.

Sobre o Câncer de Próstata

Os riscos da enfermidade crescem quando se verifica sua incidência no histórico familiar, desequilíbrio hormonal da testosterona, idade acima de 50 anos, obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada.A incidência maior se registra nos homens da raça negra.

O câncer de próstata não é possível de ser evitado, contudo, pode ser diagnosticado precocemente, daí a importância de serem realizados os dois exames que são complementares, o de toque e o PSA. A doença, se descoberta em estágio inicial, tem aproximadamente 90% de chances de cura.

É importante ressaltar que os homens que tiverem histórico de câncer na família devem iniciar o acompanhamento mais cedo. Nesses casos, o ideal é que as operadoras de plano de saúde façam o mapeamento da população para identificar beneficiários com potencial para desenvolver a doença.

No Brasil, o tumor fica atrás apenas do câncer de pele (não-melanoma). As estatísticas revelam que, a cada seis homens, um é portador da doença. Em valores absolutos é o sexto tipo mais comum no mundo, com cerca de 10% do total de cânceres. Segundo o INCA, no país a cada 38 minutos morre um homem com o câncer de próstata.

Pesquisa sobre o câncer de próstata

O preconceito não se verifica apenas no Brasil. Segundo a pesquisa realizada pela Coalizão Internacional para o Câncer de Próstata (IPCC, na sigla em inglês), 47% dos homens com a doença em estágio avançado desconhecem e sequer se importam com os sintomas, não comunicando aos médicos e perdendo tempo para iniciar o tratamento e aumentar as chances de cura.

A pesquisa não incluiu o Brasil e abrangeu 900 pacientes e 360 cuidadores de 10 países: Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Itália, Holanda, Estados Unidos, Japão, Cingapura e Taiwan.

Conforme a Organização Não-Governamental Cancer Care, da Grã-Bretanha, 1,1 milhão de homens são afetados pelo câncer de próstata, que provoca 307 mil mortes em todo o planeta a cada ano. É a segunda neoplasia mais frequente em homens, depois do câncer de pulmão.

Ainda segundo o estudo, cerca de 10% dos pacientes chegam na consulta pela primeira vez já com o tumor espalhado para outras regiões do corpo.

Detectar os sinais pode não ser tão simples, uma vez que os sintomas não são específicos. A pesquisa apontou os mais recorrentes que afetam os homens: cansaço (86%), dores nas costas (82%), dor generalizada (70%), fraqueza (67%) e dificuldade para dormir (62%), além da incontinência urinária.

Adote a campanha Novembro Azul dentro da sua clínica ou consultório

Trabalhar com campanhas mundialmente conhecidas é uma excelente ferramenta de combate e conscientização dentro do ambiente profissional.

Aderindo a causas, como o Novembro Azul, faz com que o estimula pelo conhecimento e aprofundamento do tema faça parte de sua equipe.

Além disso, você educa os colaboradores sobre os exames e tratamento e reforça para a divulgação e emancipação de um movimento conhecido em todo o mundo.

Listamos abaixo 10 ações e ideias criativas de trabalhar o Novembro Azul dentro da sua organização de saúde. Confira!

1 – Demonstre preocupação com os funcionários

Demonstrar a preocupação com o colaborador da sua empresa é uma forma justa e de valorização aos serviços prestados. Alerte aos funcionários sobre as campanhas aderidas por sua empresa. Oferecer conhecimento, pertencimento e valorização é uma maneira de reconhecer a importância e apreço dos servidores ao local.

2 – Fortaleça a Cultura Organizacional

Como citamos a cima, é necessário trabalhar com campanhas e inserir seus colaboradores a elas. Trabalhe com causas como a do Novembro Azul, afim da conscientização dos setores, na construção de princípios que formam a identidade da empresa e o fortalecimento cultural e humanitário da instituição.

3- Promova um ambiente de bem-estar

O clima da empresa será essencial para a produtividade. Pessoas que trabalham satisfeitas e alegres com o ambiente passam a serem mais engajadas nas ações corporativas.

4- Construa uma cartilha de conhecimento

Além da divulgação externa da sua empresa, a comunicação interna também é indispensável. Para o Novembro azul, crie e distribua uma cartilha com informações básicas e essenciais sobre o câncer de próstata. O INCA, disponibiliza em seu portal uma cartilha explicativa por especialistas, o que pode ajudar na construção da sua.

5- Palestra com um Profissional

Reúna seus colaboradores, principalmente os homens, e convide um profissional da área da saúde para falar sobre o câncer de próstata. você pode optar em abordar o tema de um modo mais descontraído, como por exemplo, escolhendo um profissional de comédia para a realização de stand-up temático.

6- Coffee Break

Por que não oferecer um café da manhã ou um lanche da tarde para reforçar a importância da campanha? Essa pode ser uma forma de trabalhar o Novembro Azul e frisar a responsabilidade social da empresa.

7- Decoração Especial

Tenha ideias e decore o ambiente de trabalho com elementos que remetam a cor tema do mês. Use balões, fitas, cartazes, faixas e até mesmo um wallpaper para os computadores, que tal?

8- Acessórios

Entregue aos servidores um laço azul (símbolo da campanha) para usarem nas camisetas, bolsas e afins. Além disso, você pode confeccionar bottons, camisetas, bloquinhos de anotações, canetas e entre outros.

9- Conscientização solidária

Trabalhe a campanha e a conscientização, juntamente, com uma ação social. Proponha aos colaboradores a doação de produtos de higiene masculinos, ou então peças de roupa e alimentos para serem entregues a instituições beneficentes da sua cidade.

10- Mídias sociais

Nada mais eficaz que a promoção de uma campanha pelas redes sociais. Invista em campanhas de marketing dentro das mídias digitais compartilhando as ações propostas pela sua empresa. Divulgue as atividades realizadas, a adoção da equipe a campanha social e entre outros. Os espaços na internet podem ser muito bem aproveitados, além de promover uma visibilidade positiva para sua organização.

(Fonte: https://prodoctor.net/blog/novembro-azul-combate-cancer-de-prostata/, data de acesso: 02/12/2023)